segunda-feira, 27 de abril de 2015

# HASHTAG

Nesse mundo poluído
Cheio de devastação
Aflora a poluição
No mundo desenvolvido
Ninguém ta comprometido
E nem pensa no futuro
Faz da rua seu monturo
E do rio seu esgoto
Só tem político escroto
E justiça em cima do muro.

Tem pessoas aos bilhões
Mas está faltando gente
Gente de alma e pé quente
Que aquece os corações
De perdidas multidões
Em passeios virtuais
Que cumprem seus rituais
Diante de uma TV
Vivendo não sei pra quê
Como simples animais.

Sem direito e sem ação
Virtualmente confinados
Sendo às vezes comandados
Por um teclado, ou botão
Pobre e triste multidão
Se saqueia, quebra e grita
Não foge à regra dita
Só cumpre um ritual
E numa rede social
Falsa liberdade exercita.

Liberdade de xingar
Proferir um palavrão
Curtir #Político ladrão...
Mas ao desconectar
Não vai pra rua lutar
Pois sua parte está feita
E dar-se por satisfeita
Seu dia está terminado
E dorme seu sono sagrado
No colo hostil da direita.

terça-feira, 21 de abril de 2015

Galeguinho Aboiador vida de Vaqueiro 1992

domingo, 12 de abril de 2015

Ao mestre com carinho

O professorado da rede estadual de ensino do Estado de São Paulo, trava hoje batalha salarial com a secretaria de educação. O Governador G.A. faz vistas grossas para as reivindicações e conta com o cansaço e com sua aliada Rede Globo para minar o movimento. Por isso, estou postando este cordel para alertar que o problema da educação no país está longe de ser resolvido, e que quando um governo tenta marginalizar um movimento justo de uma categoria como essa, só prova que a prática está longe do discurso político de campanha dos nossos governantes.

Mamãe eu sinto saudades
De quem me ensinou a Lê
Segurou em minha mão
Mostrando como escrever
Ensinou-me a contar
E também o ABC.

Que como um filho me viu
Que teve calma comigo
Que me deu muito carinho
E por vezes até castigo
Pois sei que era mamãe
Meu mestre e meu bom amigo.

Acompanhou-me na vida
Deu-me luz, educação
Foi professor, foi amigo
Às vezes mãe ou paizão
Dando-me notas, conselhos,
Segurando em minha mão.

Forjando no eu menino
Um homem para o futuro
Sendo doce como um anjo
Porém firme e às vezes duro
Para que na vida eu fosse
Um cidadão bem seguro. 

Mamãe eu sinto saudades
Até um misto de dor
Pois na verdade não dei
O verdadeiro valor
Que a gente deve dar
Para quem é um professor.

Mamãe é preciso dar
Mais carinho e atenção
O professor é o adubo
Principal da plantação
Aonde a gente semeia
O futuro da nação.

Por isso mamãe eu peço
Desculpas, arrependido
Por ter sido negligente
Também por ter denegrido
A imagem e o trabalho
De um profissional tão querido.

Então mamãe, eu me apresento
Eu sou um sujeito vil
Não zelo pelas pessoas
Também não conheço brio
Sou um país continente
Mamãe, eu sou o Brasil.

Viva a Educação!!!